A chapa Mercosul introduziu modernidade ao sistema de identificação veicular brasileiro, porém também acarretou novas obrigações para o proprietário. O QR Code, gravado na placa, atualmente funciona como um “selo eletrônico”. Se esse código estiver ilegível, riscado ou desgastado, o veículo é classificado como irregular, o que pode acarretar penalidades severas e apreensão em fiscalizações.
Em que circunstâncias a placa Mercosul é considerada irregular pela fiscalização?
Conforme a Resolução CONTRAN nº 969/2022, a placa é considerada irregular sempre que o QR Code não puder ser escaneado pelo aplicativo oficial (VIO/Denatran). Isso ocorre frequentemente devido a danos de uso corriqueiro, como arranhões provocados por pedras em estradas, lavagens com produtos químicos abrasivos ou pequenos impactos que deformam a superfície do código.
Além do problema no código, a irregularidade também abrange placas trincadas, empenadas, excessivamente sujas ou com a película retrorrefletiva deteriorada. Qualquer elemento que obscureça caracteres ou símbolos, como molduras de concessionárias ou adesivos, igualmente caracteriza descumprimento do padrão oficial de Placa de Identificação Veicular (PIV).

Quais são as penalidades e consequências para quem trafega com a placa danificada?
Circular com a placa em desacordo com as especificações do CONTRAN constitui uma infração cuja gravidade varia conforme o estado do QR Code. Se o dano decorrer de desgaste natural, aplica-se o Artigo 221 do CTB. No entanto, se houver indício de que o código foi deliberadamente raspado para burlar a fiscalização, a situação torna-se consideravelmente mais grave.
Para compreender as penalidades aplicadas em cada caso e como elas impactam sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) , observe o detalhamento das infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro:
Em casos de suspeita de fraude ou adulteração dolosa, a retenção converte-se em remoção imediata para o depósito. O proprietário pode, inclusive, responder criminalmente por adulteração de sinal identificador de veículo. Por essa razão, a manutenção da legibilidade do código é um item de segurança tão crucial quanto os pneus ou as luzes do automóvel.

Em que situações é obrigatório realizar a substituição da placa física?
Além de danos físicos, a substituição é exigida em situações administrativas específicas. Para assegurar que você saiba exatamente quando deve procurar uma empresa de emplacamento, acompanhe a lista de circunstâncias que demandam a nova via:
Qual o custo para regularizar a placa Mercosul em 2026?
Na Bahia e em outros estados do Nordeste, o proprietário deve preparar-se para desembolsar entre R$ 150 e R$ 190 pelo par de placas. É importante lembrar que esse valor refere-se apenas à placa física; taxas de vistoria ou serviços de transferência podem ser cobrados à parte pelo Detran local, dependendo do motivo da troca. Mantenha seu veículo em conformidade para evitar gastos extras com multas e guinchos.
Fonte: TBN
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