LIGAÇÃO COM FACÇÃO: Bens milionários de vereador do PT preso por lavagem de dinheiro geram alerta de incompatibilidade fiscal
Publicado em: 30/06/2026
Montagem fotográfica exclusiva destaca os eixos centrais da investigação da Polícia Civil; à esquerda, o vereador paulistano Senival Moura (PT), detido sob a acusação de lavagem de dinheiro para o crime organizado; à direita, um dos ônibus operados pela concessionária Transunião Transportes S/A, apontada em relatórios oficiais da Operação Última Parada como o principal canal utilizado para a ocultação de ativos ilícitos no sistema rodoviário
A investigação
Os desdobramentos de uma grande operação de combate ao crime organizado e à corrupção institucional movimentam os bastidores do cenário político nacional, a lavagem de recursos financeiros ocorria de forma estruturada por intermédio da Transunião Transportes, uma concessionária que opera mais de cinquenta linhas do transporte coletivo municipal na capital paulista. De acordo com os relatórios técnicos e as atas de apreensão que embasaram a Operação Última Parada, deflagrada em conjunto pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, o vereador atuava de bastidores como o proprietário oculto de uma frota de treze ônibus inserida na companhia, registrando os veículos em nome de terceiros e familiares.
No plano da realidade investigativa, essa estrutura de transporte de passageiros funcionava como um canal prático para a circulação de capitais da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), misturando o dinheiro oriundo de atividades ilícitas com o faturamento real dos bilhetes eletrônicos e dos repasses de subsídios da prefeitura no monitor contábil da empresa, conferindo uma aparência legal aos ativos antes que eles chegassem à mesa de operações financeira do parlamentar.
Neste panorama de terça-feira (30/06/2026), os leitores do Norte Pioneiro do Paraná acompanham pelo monitor do computador os relatórios patrimoniais anexados ao inquérito que culminou na prisão do vereador paulistano Senival Moura (PT).
No plano da realidade, a Polícia Civil aponta que a movimentação de recursos ilícitos utilizava o sistema de transporte coletivo de São Paulo para dar aparência legal a capitais obtidos por facções criminosas de bastidores.
O papel da empresa de ônibus no esquema de ocultação de capitais
De acordo com as apurações técnicas da Polícia Civil de São Paulo, o parlamentar operava um complexo mecanismo de lavagem de dinheiro por intermédio da concessionária de transportes Transunião. A companhia, que gerencia mais de 50 linhas de transporte coletivo municipal na capital e sofreu intervenção direta da prefeitura local na semana passada, servia como canal prático para injetar os ativos financeiros da organização criminosa PCC na economia formal, disfarçando a origem ilícita dos valores em meio aos balanços contábeis da frota.
A disparidade entre o patrimônio declarado e o salário oficial
Os investigadores da Divisão de Capturas ressaltam que o conjunto de bens imóveis vinculados ao vereador apresenta uma grave incompatibilidade com o seu salário bruto de R$ 26 mil mensais. O apartamento de alto padrão no Tatuapé onde ocorreu a prisão foi declarado à Justiça Eleitoral em 2024 pelo valor histórico de R$ 820 mil; contudo, uma varredura no monitor de ofertas do mercado imobiliário revelou que unidades idênticas no mesmo edifício residencial são comercializadas atualmente por valores que variam de R$ 1,6 milhão a R$ 2,8 milhões.
Sítio em Minas Gerais apontado como base de negociações
A peça-chave que embasou o pedido de prisão preventiva expedido pelo Judiciário é um sítio de elevado padrão localizado no município de Extrema, na região sul de Minas Gerais. Embora tenha sido registrado junto aos órgãos eleitorais por R$ 200 mil, interceptações telefônicas e telemáticas autorizadas pela Justiça demonstraram que o endereço rural servia de pista para encontros de bastidores entre operários financeiros da facção e ex-diretores rodoviários para combinar o repasse de propinas e pagamentos em espécie destinados ao parlamentar.
A contestação da defesa e o histórico de tensões
Em nota técnica encaminhada à imprensa, os advogados de Senival Moura contestaram as alegações de patrimônio incompatível, sustentando que o apartamento foi adquirido ainda na planta por R$ 600 mil em parcelas antigas e que a diferença de preços decorre estritamente da valorização natural do mercado imobiliário ao longo dos anos. Os relatórios de inteligência policial registram ainda que o vereador chegou a ser formalmente jurado de morte pela própria facção criminosa em um período anterior, sob a suspeita de desvios internos de recursos da organização, evidenciando o elevado grau de periculosidade dos envolvidos na engrenagem.
FICHA RESUMO DA OPERAÇÃO: Caso Senival Moura
- Alvo Principal: Vereador Senival Moura (PT - São Paulo).
- Data da Prisão: Quinta-feira, 25 de junho.
- Tipificação Penal: Lavagem de dinheiro e ocultação de bens associados a facção criminosa.
- Principal Canal Operacional: Concessionária de Ônibus Transunião.
Fonte:
A Voz de Ibaiti e Região - Pesquisa
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