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TRAIÇÃO: Operação Van Gogh do Gaeco mira policial militar suspeito de blindar quadrilha de tráfico no Paraná

Publicado em: 13/05/2026


O combate ao crime organizado no Paraná ganhou um capítulo incômodo nesta semana.
 
Na manhã de terça-feira, 12 de maio de 2026, o Núcleo de Maringá do Gaeco deflagrou a Operação Van Gogh, que apura uma rede de corrupção, extorsão e apoio ao tráfico de drogas no Noroeste do estado.
 
O principal alvo da investigação é um soldado da Polícia Militar, suspeito de repassar informações sigilosas para favorecer criminosos. 
 
Ação em Maringá e Santa Fé
Ao todo, as equipes do Gaeco cumpriram 15 ordens judiciais, divididas entre oito mandados de busca e apreensão e sete de busca pessoal. As diligências concentraram-se nos municípios de Maringá e Santa Fé. Além do tráfico e da associação para o tráfico de drogas, o Ministério Público do Paraná (MPPR) apura a prática de crimes graves como extorsão, peculato e corrupção passiva
 
O traidor "Infiltrado" no Sistema
De acordo com as investigações, o soldado da PM utilizava o livre acesso aos sistemas de segurança e a facilidade de trânsito da função para monitorar os passos das forças policiais, alertando a quadrilha sobre futuras operações. Esse "escudo institucional" permitia que o grupo criminoso expandisse os pontos de venda de drogas sem ser incomodado pelas autoridades locais.
 
NOTA DO EDITOR
"Quando quem deveria segurar o fuzil contra o crime resolve estender a mão para o traficante, o caldo não apenas entorna, ele azeda. Pense nisso: o soldado investigado na Operação Van Gogh traiu o juramento à farda, os seus companheiros de guarnição e cada cidadão paranaense que paga impostos para ter segurança.
O Gaeco faz um trabalho cirúrgico ao cortar na própria carne. Retirar um 'infiltrado' de circulação é o único caminho para que a sociedade continue confiando na Polícia Militar do Paraná. A lei deve ser dura com o criminoso comum, mas precisa ser implacável com o criminoso que usa distintivo. O portal A Voz de Ibaiti segue atento aos desdobramentos de mais essa 'limpeza' necessária em nosso estado."

 

Fonte:

A Voz de Ibaiti e Região c/ pesquisa em Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) e Setor de Investigação do Gaeco / Núcleo Maringá

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