PLACAR DA SEMANA EM BRASÍLIA: Governo sofre derrotas históricas no Congresso e vê oposição crescer nas pesquisas para 2026
Publicado em: 02/05/2026
DERROTA: GOVERNO 0 X 2 OPOSIÇÃO, mas pode vir uma 3ª, maior ainda: as eleições presidenciais
O início de maio de 2026 marca um período de crise na articulação política do Palácio do Planalto. Em menos de 48 horas, o governo sofreu reveses inéditos no Legislativo, ao mesmo tempo em que os principais institutos de pesquisa apontam um cenário de empate técnico e avanço de nomes da oposição na corrida presidencial.
Derrotas Acachapantes no Congresso Nacional
O isolamento do governo ficou evidente em duas votações cruciais nesta semana:
- Rejeição de Jorge Messias para o STF: Pela primeira vez em 132 anos, o Senado rejeitou um nome indicado pela Presidência para o Supremo Tribunal Federal. Por 42 votos a 34, os senadores barraram o atual AGU, Jorge Messias. Um evento histórico que não ocorria desde 1894 — atravessando do século XIX para o século XXI, pulando todo o século XX sem nenhum registro semelhante.
- Derrubada do Veto da Dosimetria: O Congresso Nacional também impôs uma dura derrota ao governo ao derrubar o veto presidencial ao projeto que unifica crimes e pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Mesmo com a liberação recorde de bilhões em emendas parlamentares às vésperas das votações, o governo não conseguiu votos suficientes para manter suas pautas, expondo a fragilidade de sua base aliada.
O Reflexo nas Urnas: Empate Técnico em 2026
O cenário de instabilidade em Brasília já reflete nas sondagens eleitorais. Institutos renomados mostram que a vantagem do atual presidente desapareceu em simulações de segundo turno:
- Datafolha e Quaest: Apontam empate técnico entre Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com o parlamentar registrando 46% das intenções contra 45% do atual presidente em alguns cenários.
- AtlasIntel e Meio/Ideia: Confirmam a polarização, mostrando que nomes da oposição como Ronaldo Caiado e Romeu Zema também aparecem tecnicamente empatados com o governo.
Dúvida no Planalto: Lula pode desistir?
Nos bastidores de Brasília, a possibilidade de o presidente Lula não disputar a reeleição deixou de ser um tabu. Com o avanço da oposição e os índices de rejeição estagnados, aliados próximos e analistas políticos indicam que o petista pode optar por não concorrer para preservar sua biografia de uma eventual derrota nas urnas.
Se a desistência se concretizar, o "Plano B" do governo já tem nomes ventilados:
- Fernando Haddad: Atual ministro da Fazenda e nome de confiança de Lula, embora enfrente resistências dentro da engrenagem do próprio PT.
- Geraldo Alckmin: O vice-presidente surge como uma opção de centro para tentar frear o avanço da direita, embora o PT prefira um nome "puro-sangue".
- Camilo Santana: O ministro da Educação tem ganhado espaço como uma alternativa de renovação vinda do Nordeste.
Nota sobre as Pesquisas:
As sondagens citadas (Datafolha, Quaest e AtlasIntel) possuem alto grau de confiabilidade e estão registradas no TSE.
- Datafolha: Encomendada pela Folha de S.Paulo/Globo. Margem de erro de 2 pontos.
- Quaest: Encomendada pela Genial Investimentos. Margem de erro de 2,2 pontos.
- AtlasIntel: Financiamento próprio/Necton. Margem de erro de 2 pontos.
Fonte:
Agência Senado, Portais G1, Poder360 e Institutos de Pesquisa (Datafolha/Quaest/Atlas) Foto montagem: Da redação
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