ESCÂNDALO NA FRONTEIRA: Tenente-coronel da PM é preso com R$ 400 mil em canetas emagrecedoras na Ponte da Amizade
Publicado em: 03/05/2026
Um oficial de alta patente da Polícia Militar de Rondônia (PM-RO) foi o protagonista de um flagrante de contrabando que chocou as autoridades neste domingo (03/05/2026). O tenente-coronel, que faz parte da reserva da corporação, foi interceptado na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, transportando uma carga valiosa de medicamentos irregulares.
O Flagrante na Aduana
A prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina coordenada por servidores da Receita Federal e agentes da Polícia Federal. O militar tentava ingressar no Brasil vindo do Paraguai quando seu veículo foi selecionado para vistoria. Escondidos no automóvel, os agentes localizaram centenas de canetas emagrecedoras, produtos que têm tido uma explosão de procura e apreensões na fronteira em 2026.
Tentativa de Fuga e Prisão
De acordo com os relatos da ocorrência, ao perceber que seria descoberto, o oficial ainda tentou realizar uma manobra de fuga, mas foi rapidamente contido pelas equipes de segurança da aduana. A carga apreendida foi avaliada em aproximadamente R$ 400 mil, evidenciando o alto valor comercial do mercado clandestino de substâncias para perda de peso.
Justiça e Liberdade Provisória
Após o registro do flagrante na Delegacia da Polícia Federal, o tenente-coronel foi submetido aos trâmites judiciais. Informações preliminares indicam que a Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao militar mediante o pagamento de fiança, permitindo que ele responda ao processo em liberdade.
Mercado Ilegal em Ascensão
A apreensão deste domingo não é um caso isolado. Somente nos primeiros três meses de 2026, o valor das canetas emagrecedoras (como a tirzepatida e a retatrutida) retidas no Paraná já ultrapassou R$ 11 milhões, batendo o recorde de todo o ano anterior.
Nota do Editor
O combate ao contrabando ganha um contorno dramático quando quem deveria dar o exemplo e zelar pela ordem acaba do outro lado da lei. Pense nisso: Quando um oficial de tamanha patente se envolve em um esquema de R$ 400 mil, fica o alerta sobre o poder de corrupção do mercado ilegal de medicamentos. Além do crime de descaminho, o uso de substâncias sem registro da Anvisa é um risco invisível que pode custar muito mais caro que o valor da caneta: pode custar a sua saúde.
Fonte:
A Voz de Ibaiti - Foto Ocorrências Foz - Montagem da Redação
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