CORRIDA ELEITORAL NO PARANÁ: Sergio Moro lidera pesquisas em cenário de forte polarização
Publicado em: 08/06/2026
O Xadrez dos Bastidores: Os números consolidados do Paraná. Pesquisas mostram a liderança de Sergio Moro (PL), mas acendem o alerta para o papel do PSD 55. Ao pulverizar o eleitorado com candidaturas alternativas, o partido atua estrategicamente como o fiel da balança, controlando os rumos da disputa para jogar estritamente conforme os seus próprios interesses de poder na reta final.
O cenário político para as eleições majoritárias de outubro começou a ganhar contornos definitivos no Paraná neste primeiro semestre.
De acordo com os últimos levantamentos realizados por institutos de pesquisa de expressão nacional, como a
Quaest e o
Paraná Pesquisas, a disputa pelo comando do Poder Executivo estadual aponta para uma divisão clara do eleitorado, forçando partidos a acelerarem a montagem de suas chapas de bastidores.
A liderança isolada de Sergio Moro no campo da direita
O ex-juiz federal e atual senador Sergio Moro, que migrou para o Partido Liberal (PL) com o endosso direto da ala bolsonarista nacional, desponta na liderança isolada em todos os cenários estimulados testados até o momento.
Conforme os dados consolidados da pesquisa Quaest, Moro aparece na dianteira flutuando na casa dos 35% das intenções de voto no primeiro turno e vencendo as simulações de segundo turno contra os principais adversários. O parlamentar aposta no forte recall de imagem pública na região para consolidar seu eleitorado conservador.
O palanque da esquerda com o herdeiro de Requião
Na segunda colocação das pesquisas surge o deputado estadual Requião Filho (PDT), consolidando cerca de 18% da preferência do eleitorado paranaense nas amostragens estimuladas. Filho e herdeiro político do ex-governador Roberto Requião, o parlamentar obteve formalmente o apoio estratégico do Partido dos Trabalhadores (PT) e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A meta da coligação é construir um palanque de oposição ideológica forte e com alta capilaridade de votos no interior e nas periferias das grandes cidades do estado.
O impasse do grupo governista para escolher o sucessor
O grupo político liderado pelo governador Ratinho Junior (PSD), cuja aprovação administrativa supera a marca de 80% na região, enfrenta o desafio de decolar o seu candidato de continuidade. Atualmente, o partido divide suas atenções entre o deputado federal e ex-secretário de Infraestrutura, Sandro Alex (PSD), que pontua com 5% na esteira de obras rodoviárias, e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), que soma 15% nas sondagens devido à sua forte popularidade na capital. Correndo por fora na listagem de legendas alternativas, figuram nomes como Tony Garcia (DC) e o advogado Luiz França (Missão).
O raio-x das chapas: Candidatos, partidos e padrinhos políticos
O eleitorado paranaense precisa ficar atento ao tabuleiro de alianças que desenha as forças políticas destas eleições.
Na liderança, Sergio Moro (PL) consolida o apoio do campo conservador, tendo como padrinho principal o ex-presidente Jair Bolsonaro, atraindo partidos aliados da direita tradicional.
Na ala oposta, Requião Filho (PDT) lidera o bloco da esquerda paranaense com o apoio do PT e o endosso oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já o grupo de continuidade do Palácio Iguaçu estuda lançar Rafael Greca (MDB) ou o deputado federal Sandro Alex (PSD), ambos sustentados pela máquina administrativa do atual governador Ratinho Junior. Correndo por fora como alternativas independentes ou de legendas menores, figuram o empresário Tony Garcia (Democracia Cristã) e o advogado Luiz França (Partido Missão), que tentam quebrar a polarização sem o apoio das grandes máquinas partidárias tradicionais.
O Centrão Pragmático - O peso do PSD 55: O fiel da balança que joga conforme os próprios interesses
Além dos nomes na disputa, analistas chamam a atenção para o papel do PSD (Partido Social Democrático). A legenda opera como o verdadeiro fiel da balança tanto na Assembleia Legislativa do Paraná quanto no Congresso Nacional, adotando uma postura de pragmatismo político que trava ou libera decisões cruciais dependendo das negociações de bastidores. Por abrigar desde lideranças alinhadas à direita até alas que dão sustentação ao governo federal de esquerda, o partido evita o desgaste da polarização ideológica. Essa artimanha estratégica permite que o PSD jogue estritamente conforme os seus interesses de poder, cobrando caro para dar estabilidade a qualquer governo
NOTA DO EDITOR:
Escolher o próximo comandante do Palácio Iguaçu exige muito mais do que se deixar levar por nomes famosos das redes sociais ou por padrinhos políticos de Brasília. O eleitor paranaense precisa enxergar além das aparências para compreender o jogo dos partidos de bastidores, como o PSD 55, que operam sem ideologia fixa e usam o poder de travar ou liberar o desenvolvimento apenas para barganhar interesses próprios. O Paraná é uma potência agrícola e econômica, e o avanço do Norte Pioneiro depende de gestores comprometidos com a população, e não com balcões de negócios partidários. O voto consciente é a única ferramenta capaz de desarmar essas artimanhas e blindar o futuro do nosso estado. Pense nisso!
PESQUISA DA MATÉRIA
Dados das Pesquisas Estimuladas: Levantamentos estatísticos oficiais realizados pelo instituto Paraná Pesquisas (Cenário de Junho de 2026) e dados comparativos do Instituto Genial/Quaest e Paraná Pesquisas.
Registro na Justiça Eleitoral: Pesquisa oficial devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº PR-02588/2026.
Mapeamento de Bastidores: Relatórios técnicos de alinhamento de bancadas federais, atas de diretórios e dados consolidados do painel de controle do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) sobre o comportamento político do PSD 55.
Fonte:
A Voz de Ibaiti e Região - Pesquisa - Foto: Rede Notícias
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