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VANGUARDA NA JUSTIÇA: Ibaiti, Japira e Conselheiro Mairinck articulam implementação de Círculos Restaurativos para apenados

Publicado em: 23/07/2026

CULTURA DE PAZ: Prática pioneira de Justiça Restaurativa reúne pessoas privadas de liberdade em círculo de diálogo conduzido pelo Nupemec. Iniciativa do Judiciário foca na autorresponsabilização, na escuta qualitativa e no fortalecimento de vínculos para reduzir a reincidência criminal. (Foto: Secretaria de Comunicação)
 
CURITIBA E REGIONAL – O Poder Judiciário, por meio de suas varas de execução penal e comarcas, vem intensificando a aplicação dos chamados Círculos Restaurativos voltados para apenados que cumprem pena no sistema prisional ou em regime semiaberto. A iniciativa busca ir além da punição tradicional, utilizando o diálogo e a conscientização como ferramentas estratégicas para a redução da reincidência criminal e a pacificação social.
 
O que são os Círculos Restaurativos?
Os Círculos Restaurativos são uma metodologia central da Justiça Restaurativa, um modelo que foca na reparação do dano causado pelo crime, nas necessidades das vítimas e na responsabilização ativa do ofensor. Durante as sesões, coordenados por facilitadores capacitados pelo Tribunal de Justiça, os apenados participam de dinâmicas estruturadas de fala e escuta empática. O objetivo é fazer com que o indivíduo compreenda o impacto real de suas ações na comunidade e na vida de seus próprios familiares.
 
Foco na Reinserção e Redução da Reincidência
De acordo com dados dos conselhos da comunidade e das varas de execução, a aplicação dessas práticas tem gerado resultados expressivos. Ao oferecer um espaço de reflexão sobre os conflitos, o Judiciário auxilia o apenado a construir novos projetos de vida para quando conquistar a liberdade definitiva. Magistrados apontam que o índice de retorno ao crime cai drasticamente entre os detentos que passam pelas práticas restaurativas, o que se traduz em mais segurança pública para as cidades e comarcas.
Os círculos também envolvem, sempre que possível, psicólogos, assistentes sociais e representantes da sociedade civil organizada. Ao humanizar o cumprimento da pena e cobrar do apenado um compromisso firme com a mudança de comportamento, a Justiça cumpre o papel de ressocialização previsto na Lei de Execução Penal (LEP), transformando o sistema prisional em um espaço de real transformação.
 
Articulação em Ibaiti e Região
O reflexo dessa tendência nacional já atinge o Norte Pioneiro. Em Ibaiti — município que abriga a sede da comarca e que envolve também as cidades vizinhas de Japira e Conselheiro Mairinck —, um grupo de trabalho estratégico formado por profissionais da área jurídica, psicólogos e defensores dos direitos humanos está em fase avançada de articulação para implementar os Círculos Restaurativos e as dinâmicas de mediação de conflitos. A iniciativa regional visa firmar parcerias com o Judiciário e conselhos comunitários para aplicar essas técnicas de pacificação social e suporte aos apenados da comarca, transformando de forma integrada a realidade da execução penal na nossa comunidade.
 
Círculos Restaurativos e o Agosto Lilás em Ibaiti
A mobilização ganha ainda mais força e simbolismo neste mês com a campanha "Agosto Lilás", dedicada à conscientização, prevenção e combate à violência doméstica contra a mulher. O Conselho da Comunidade de Ibaiti, em parceria com o DEPEN (Departamento de Polícia Penal) — por meio do gestor da cadeia pública local, o senhor Emerson Reimão —, vem utilizando os Círculos Restaurativos para edificar espaços sagrados de acolhimento, escuta qualitativa e responsabilização. Para a advogada Marilza Matiolli, Advogada criminalista e facilitadora de círculos, essas dinâmicas são oportunidades raras de restaurar vínculos e cultivar a paz social. Na visão de  Creuza da Costa Mendes facilitadora dos círculos restaurativos e liderança engajada nos encontros, os círculos representam verdadeiras sementes de empatia e esperança, provando que o diálogo é o único instrumento capaz de transformar conflitos e erguer uma sociedade mais justa e humana. (Para denúncias de violência contra a mulher, ligue 180).

 
 

Fonte:

A Voz de Ibaiti e Região - Pesquisa - Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça.

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